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Defensores da fauna se unem em reunião em Ribeirão Cascalheira

Publicado em: 03/04/2023

Representantes do Instituto Kurâdomôdo participaram da 1ª Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do Refúgio da Vida Silvestre Quelônios do Araguaia e Corixão da Mata Azul, realizado na quarta-feira (30/03) em Ribeirão Cascalheira, Mato Grosso. 
O evento foi organizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e contou com a presença de lideranças indígenas da TI Pimentel Barbosa e representantes da Prefeitura de Ribeirão Cascalheira, Unemat, Funai, IBAMA e demais convidados. 
Ameaçados de extinção 
Em Mato Grosso já foram registradas 268 espécies de mamíferos, o que corresponde a 37,1% de toda a fauna brasileira. Das espécies presentes no Estado, 28 estão ameaçadas de extinção. Na TI pesquisada, são da lista em vulnerabilidade o tamanduá-bandeira, tatu-canastra, lobo-guará, a raposinha-do-campo, o cachorro-vinagre, a ariranha e a onça-parda, entre outros. 
Ficou evidente, de acordo com os pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Dalci Oliveira e Itamar Camaragibe, que as terras indígenas funcionam como ilhas de conservação da biodiversidade no Estado. 
Projeto Aldeia Sustentável - A’uwe Uptabi 
O projeto realizado como piloto na Aldeia Bélem, da TI Pimentel Barbosa, sob a coordenação do Instituto Kurâdomôdo Cultura Sustentável, com Cleide Arruda à frente, por meio do edital do Programa REM MT, financiado pelo GIZ/KFW/UKaid/Funbio e apoiado pela Funai, SEMA, SEAF, EMPAER, SAI, UNEMAT e Prefeitura de Canarana (MT). 
Tem como um dos objetivos proporcionar a sustentabilidade ao Povo Xavante, através de várias ações, como o plantio de espécies frutíferas nativas do Cerrado e espécies anuais, em sistemas agroflorestais, bem como a recuperação de áreas degradadas, inventário de créditos de carbono e também ampliação do conhecimento sobre a mastofauna de médio e grande porte e suas interações com as plantas. 
Neste contexto, o projeto contribuiu com o guia de bolso dos mamíferos de médio e grande porte na língua Xavante, cópias do livreto foram distribuídas em unidades de ensino dentro do território Xavante, para ampliar o conhecimento e preservação na região. 
 
Aline Coelho 
Assessoria de Imprensa 

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