Logo

Novo relatório confirma redução de focos de calor com atuação de Brigadas Indígenas

Publicado em: 04/11/2022

Cada vez mais estruturadas, as Brigadas Indígenas dos Xavante e Boe Bororo de Mato Grosso, as BRIXs, têm sido responsáveis por uma redução expressiva de focos de calor em territórios nas regiões de Barra do Garças, General Carneiro, Nova Xavantina, Água Boa, Campinápolis, Ribeirão Cascalheira e Canarana, onde atuam.
Assim como mostrou a primeira pesquisa de resultados, o segundo relatório do projeto que acaba de ser divulgado, referente ao período de 16 de setembro a 15 de outubro, traz dados que confirmam a contribuição dos indígenas no controle do fogo. 
Os brigadistas da BRIX Pimentel Barbosa visitaram 12 aldeias para rodas de conversa sobre fogo com lideranças e atuaram em uma queima de roça e cinco combates a incêndios florestais. 
Por sua vez, a BRIX Boe Bororo visitou aldeias para roda de conversa, analisou duas roças, fez a manutenção de cinco minas d’água e equipamentos. 
A BRIX Parabubure realizou quatro palestras, um encontro de planejamento de atividades e se envolveu inclusive por três dias em buscas para procurar um indígena que estava perdido. 
O segundo informativo do projeto aponta que, embora os dados sejam relativos a um período de fim de estiagem, quando os incêndios florestais têm maior incidência e severidade, dificultando o controle e combate, “observa-se um melhor desempenho das três brigadas indígenas em comparação com as áreas temáticas apresentadas (municípios onde as TIs se encontram situadas e Estado)”. 
Sendo assim, pode-se afirmar que, a cada dia mais, “os brigadistas indígenas estão mais adaptados aos equipamentos, aplicando corretamente as táticas e técnicas aprendidas na capacitação”, conseguindo resultados satisfatórios.
Projeto BRIXs
O projeto Brigada Indígena é realizado pelo Instituto Kurâdomôdo Cultura Sustentável, em parceria com a Federação dos Povos Índígenas (Fepoimt), com a coordenação técnica do engenheiro florestal, Paulo Barroso – Barrosoff, e recursos do programa REM-MT.
Durante a criação e estruturação do projeto, os indígenas passam por um processo seletivo, iniciado no dia 27 de julho, com quase três meses de atraso em relação ao cronograma inicial, devido a desautorização da entrada da coordenação técnica nas Terras Indígenas. 
Os brigadistas ainda receberam materiais de proteção individual, e de combate ao fogo, bem como alimentação e remuneração durante o período de atuação da brigada. 
Aline Coelho 
Assessoria de Imprensa 

← Voltar para a página inicial